A partida do autocarro para o aeroporto era às 6h. Já havia claridade quando nos levantámos, às 4h30, hora do início do golpe de estado. Não demos por nada. E fomos para o aeroporto. Agora estávamos desejosos de chegar a Portugal e quase que nem voltávamos. Éramos os últimos da fila do check in e a funcionária que nos deu os bilhetes tinha um ar muito preocupado. Demorou muito tempo a dar-nos os bilhetes. Havia over booking e só voltámos todos no mesmo voo porque 3 passageiros tinham anulado o voo e três de nós acabámos por viajar com nomes que não eram os nossos. No mesmo voo estava uma equipa de futebol portuguesa que tinha ido fazer um curso e que também estavam desejosos de chegar a Portugal [não fixei o nome da equipa].
O avião partiu pontualmente às 8.20h. Talvez ainda fosse cedo para suspirar de alívio, mas deu mesmo vontade. Foram cinco horas intermináveis, e não sabíamos o que acontecera; simplesmente a actividade fora muito longa e estávamos cansados. Quando a hospedeira disse que estávamos a chegar a Lisboa, nem queríamos acreditar. Para pudemos confirmar pelas janelas e avistar a Costa da Caparica, reparar no avião a dar a volta e entrar em Lisboa. Batemos palmas na aterragem, não pela astúcia do piloto, na verdade, mas pela chegada.
Quando mostrámos os passaportes, disseram-nos que tinha havido um golpe de estado contra a Perestroika e que éramos uns sortudos, pois o nosso tinha sido o último voo a sair de Moscovo. Só o Bruno acreditou, pois foi a quem disseram isto, os outros achámos que era piada. Mas depois, já com os pais que nos esperavam, confirmámos. À nossa espera estava também o Bob, de farda e tudo. Devíamos parecer diferentes, pelo ar dele. Tínhamos na cabeça o boné do Jamboree e dava que pensar. Tirámos muitas fotografias e fomos andando de regresso a casa.
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