Tinha chovido a noite toda e às cinco e tal da manhã o Zé Inácio acordou todo molhado. Então vestiu-se todo e deitou-se noutro sítio da tenda. Depois dormimos até perto das 11h. Muito à vontade com o tempo, tomámos banho, lavámos meias e tal, depois, como estava a chover fizemos o pequeno-almoço ao pé de uma garagem por baixo da sede. Tivemos uma certa dificuldade em fazer o pequeno-almoço porque os cachorrinhos estavam sempre a querer cheirar. Comemos, ao meio dia e tal, farinha Pensal feita com leite em pó, e juntámos à refeição bastante do pequeno-almoço que o chefe oferecera no dia anterior.
Para a paragem de camioneta ainda eram 2km. Embora a circulação fosse pouca, o Zé, o Jaime, o Cabrita e a Rita apanharam boleia de um senhor que não andava a mais do que 30km/h. Devido à velocidade a que íamos, quando chegámos à paragem, não tivemos de esperar mais do que cinco minutos pelo Ricardo e pelo Bruno. Com a ideia da boleia, pedimos boleia na paragem a alguns carros, para ir para Seul. O senhor Yum desaconselhou-nos ao máximo a boleia e não descansou enquanto não nos viu dentro do autocarro. Mas andar de autocarro em Seul é das maiores aventuras urbanas. Os condutores aceleram constantemente e quase que batem. Fartam-se de buzinar e só travam mesmo em cima das paragens. Mas é impressionante como não batem. Têm ótimos reflexos.
Parámos perto da estação e voltámos a dividir-nos. Andámos por ali às voltas e entrámos por uma rua cheia de mercado - com muita cor, muitas coisas, muita gente. Os coreanos que se metiam connosco perguntavam, "Jamboree?" e nós "Yes", e eles: "Where are you from?" e nós, "Portugal". E eles, "Ooh", e faziam a relação ao país com o desporto, dizendo, "Junior Socker" (Portugal ganhara nesse ano o mundial, na Luz), e "Eusebio" e ainda "Lopes, maraton". Ao quinto ou sexto coreano, rendemo-nos ao sotaque porque assim entendiam-nos melhor.
Tínhamos combinado com os CNEs às quatro e meia para telefonarmos para a Embaixada. Lá fomos, mas antes fomos comer um Hamburger ao "Wendy's" e fomos à "Embaixada" (que agora era nick name para WC). Depois lá nos encontrámos todos com a conselheira do Embaixador. Fomos de autocarro até ao sítio das compras. A conselheira insistia com a "Guida" em comprar uma imitação genuína dum fato de treino da Channel. Nessa tarde, fartámo-nos de andar "nas ruas do comércio", de discutir preços, de discutir preços e, ah, de discutir preços também (acabámos por comprar bastantes coisas, sobretudo coisas típicas coreanas, entre elas máscaras características).
No fim das compras fomos comer ao Mc Donald's Os preços daqui já não eram como os de Moscovo, por um hamburger já pagávamos duzentos e tal escudos.
Regressámos à estação de autocarro. Ficou combinado com a conselheira encontrarmo-nos todos no dia seguinte às 15.30h no Harden's - outra casa de hamburgers, para depois irmos lanchar a casa do Embaixador e falarmos com ele. Saímos na estação e apanhámos outra carreira, para a paragem mais próxima do campo de formação. Fizemos os tais 2km a pé. Quando chegámos, o Mr. Yum estava chateado porque não disséramos que íamos chegar tarde. Mas afinal tinha sido um mal entendido entre o Tó e o Mr. Yum.
Quando fomos para a tenda, o Bruno e o Ricardo andaram ao moshe com os CNEs para adquirirem o resto do pequeno almoço que o chefe nos tinha oferecido. Depois fomos dormir.
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