A alvorada, à qual nos tínhamos de habituar, foi mais uma vez às 6h. Não apetecia mesmo levantar, pois a chuva persistia e ameaçava continuar pelo dia fora. Mas, mais cedo do que os outros, levantaram-se o Zé Inácio e a Rita para irem buscar a comida para o grupo. Depois das lavagens, tomámos mais uma vez um excelente pequeno-almoço, que deesta vez diferia nos corn-flakes normais: eram de mel e às estrelinhas [presumo que não conhecesse as estrelitas em 1991 em PT].
Depois de hastearmos a bandeira e cantar o hino, partimos para os nossos afazeres.
O Ricardo foi para os Mopeds [falta explicação]. O Jaime foi fazer umas compritas e o Zé Inácio, depois de dar uma volta pelo campo, também foi.
A Rita foi à tenda das receções dos brasileiros, com o Tó e com o Cabrita, porque ia dar uma entrevista para a Rádio Coreana. Felizmente, a jornalista sabia falar português, embora fosse coreana. A repórter parecia muito atrapalhada e só conseguia falar em espanhol. Depois de "atinar" com a língua, lá fez as perguntas. A seguir a Rita ia fazer a atividade de Rádio Amador, mas ainda faltava bastante tempo, então foi com o Cabrita ver as coisas ali à volta. Ao pé do atelier de Rádio Amador havia uma tenda onde era a Igreja Protestante, onde davam leques e gelados de borla a quem lá fosse visitá-los.
A seguir foram ao atelier de computador onde viram escoteiros aprenderem as bases (mais básicas) de informática e alguns faziam desenhos ou construíam textos e depois imprimiam. Viram um escoteiro coreano muito compenetrado a desenhar o símbolo do Jamboree que copiava a olho de um poster que estava na parede. Fora do recinto, os escoteiros que esperavam pela atividade davam toques num género de pompom. O melhor com os pés naquela brincadeira era, claro, um chefe coreano. A particularidade dos toques é que, em vez de se darem alternadamente com os pés e joelhos, dobravam a perna para cima e para dentro e devam-se os toques só com a parte interior do pé.
Depois estiveram a dar uma vista de olhos às tendas dos diversos países. Quando voltavam, viram o Bruno, que vinha do Pioneirismo e que os levou a ver. Nesta atividade, os escoteiros podiam testar a imaginação para inventar nós e ligações. Nesta atividade, podia-se escolher entre construir em equipa uma torre de vigia, uma ponte Himalaia ou uma ponte levadiça.
O Bruno e o Cabrita foram de seguida para a atividade de motocross onde se sujaram todos de lama. A Rita seguiu para a atividade de Rádio Amador. Ali, havia um chefe americano que dava umas noções de código morse e as bases do funcionamento da Rádio Amador pelo mundo fora. Disse que os Rádio Amadores tinham um código em vez de um nome. Mostrou que conseguia emitir em Morse até 35 palavras por minuto, embora o normal sejam cerca de 20. Adiantou ainda que, para chamar um país, há determinadas iniciais e que este tipo de rádio funciona em onda curta. Depois construíram um pequeno sistema elétrico que funcionava com uma pilha e que tinha umas luzinhas que acendiam e apagavam. Os chefes que estavam a orientar esta atividade disseram que era para meter atrás da anilha do lenço.
Ao almoço, estávamos todos menos o Bispo, e decidimos inventar um grito para as refeições em que cada um dizia uma coisa. E ficou assim: o Bruno começava por dizer "Então?", depois o Ricardo, "Quando é que isto começa?", e o Cabrita, "Uhm?", a Rita, "Sei lá!", e o Zé Inácio, "Agora?", depois o Jaime, "Ainda não", e depois o Nuno, "Já!" e no final dizíamos todos "Komsa Humninda", que é como se diz obrigado em coreano. As habituais ricas sandes do almoço souberam-nos melhor.
À tarde, o Jaime, o Zé Inácio e o Cabrita foram fazer tiro ao alvo com arco, e depois com armas X-2.
O Bruno, a Rita e mais uma rapariga das Faroe Islands foram fazer serigrafia. Era ao pé da pequena arena. Levaram uma t-shirt para fazer a estampagem. Como estava muita gente, demoraram bastante tempo, mas divertiram-se a ver os oradores daquela tarde.
Ao fim da tarde, já no campo, foi lá um escoteiro belga que quer muito ser português. Ele conhece muitas terras portuguesas, fala português (razoavelmente) porque foi a Portugal há dois anos numa acampamento e no ano passado também.
Às 18h apareceu o Tó e disse que precisava de alguém para cantar a canção do Jamboree no coro para o "Youth Concert" que ia haver às 20h. A Rita ofereceu-se e lá foi para o coro. Chegou lá e teve de esperar algum tempo - o suficiente para aprender a música. Depois mandaram todos subir ao palco, e ensaiaram uma vez. A segunda vez já foi o início do espetáculo. Depois começou a chover e os músicos não quiseram tocar assim. Ainda se esperou bastante tempo, mas a chuva continuava e o "show" não se realizou.
O Zé Inácio e o Jaime, depois da reunião de chefes de sub-campo que tiveram às 18h, ficaram lá para um cocktail oferecido pelo chefe de sub-campo. Entretanto, no nosso campo, jantava-se. Desta vez foi peixe frito com batatas.
O Bruno e o Cabrita foram à procura do campo onde estava acampada a Stoffel, a anfitriã do Cabrita quando do Fabula89. Como não a encontrara, foram à arena grande ver se havia o tal "Youth Show", mas não houve, como já se disse atrás. Entretanto, como o escoteiro belga os tinha convidado para ir a uma pequena festa organizada pela Itália no subcampo 6, lá foram e divertiram-se bastante. Quando voltaram ao campo, estava tudo a falar com a Stoffel, que acabara de chegar. Finalmente o Cabrita encontrou a sua amiga e ficámos todos a falar um bocado.
Começou a ficar tarde, e fomo-nos deitando.
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