sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

De novo em Moscovo, da Praça Vermelha ao mercado de rua | 17 de Agosto de 1991 - 20º dia de actividade

 Como combináramos, estávamos prontos às 10h. Desta vez, desfardados, já prevenidos para podermos entrar em todos os sítios que quiséssemos visitar sem que pusessem objeções.

Pode dizer-se que o Zé Inácio e o Cabrita estavam ligeiramente mais prontos do que os outros, porque, como acordaram bastante antes do que esperavam, aproveitaram para ir comer. Daí que, enquanto os "cheios" gozavam com os outros, estes ansiavam pela chegada ao MacDonald's. Mas antes de nos dirigirmos lá, fomos ao Hotel Kocmoc, que se lê Cosmos, trocar dinheiro.

O Bruno estava cheio de dores de cabeça. Agora rico - porque tinha guardado os rublos noutro sítio que não a carteira que perdeu em Seul - surgia-lhe outro problema. As dores de cabeça deviam-se certamente à febre, o rapaz fervia. O Cabrita insistiu que o melhor era "sopas e descanso" mas como não devia ser muito provável ele conseguir sopa por ali, e como descanso só ao fim do dia, ficou-se por uma aspirina que o Tó tinha trazido e pela comida do MacDonald's que, em parte, faziam esquecer as mudanças de temperatura.

O Hotel Kocmoc, que deve ser o grande hotel de Moscovo, apesar da aparente excelência da arquitetura, não falando dos preços, que devem exceder os 150 Dollars a diária, soubemos que o papel higiénico não era melhor do que o do nosso hotel. Por isso, viva o papel higiénico áspero português que, ao pé daquele, pelos vistos único na Rússia, era o rei da suavidade. Depois de trocarmos dinheiro, saímos em direção aos palácios subterrâneos, o metro. Lá fizemos o "sacrifício" de pagar 0.75 Rublos para podermos entrar. Mais uma vez, descemos as enormes escadas rolantes da estação, reparando nas caras aparentemente passivas dos russos. Fizemos a viagem de metro até à estação mais perto do MacDonald's maior do mundo. Desta vez a fila para a entrada estava mais pequena e demorámos menos de 20 minutos para entrarmos. Comemos, comemos e comemos até ficarmos com o estômago bem cheinho de trabalho até à hora do jantar.

O destino da tarde foi o Kremlin e a Praça Vermelha. Havia centenas de pessoas a olharem para o túmulo de Lenine e, provavelmente, à espera para entrar. Quando foi o render da guarda, havia atropelamento de gente para ver aquilo que se podia confundir com bonecos de corda, só que em tamanho humano e sem corda nas costas.

A bandeira vermelha lá estava erguida, mal sabíamos nós que pelas últimas vezes. Vimos também muitas estátuas inteiras. 

O fim da tarde passámo-lo no mercado de Moscovo que é uma rua em pedra, só para peões e carros de venda, que atravessa algumas vias automóveis (como a Rua Augusta). O comprimento do mercado deverá exceder os 2km. Mais ou menos a meio, havia um grupo de russos a cantar e a dançar. O que diziam, imaginámos que fosse escárnio em relação à política. Havia um refrão e os cantos pareciam improvisados. Não sabíamos porquê, mas também ríamos com os demais espetadores. No mercado denotavam-se bem os traços culturais.

Os brasileiro que esteve connosco da outra vez que passámos por Moscovo, tinha-nos dito que havia um restaurante espanhol onde se comia muito bem e onde não se pagava muito. Afinal, dava-nos jeito, depois de andarmos constantamente a comer hamburgers. Mas afinal não era bem assim. Esperámos bastante tempo para percebermos como funcionava o restaurante e não compensou de forma alguma. Cansados, o Bruno com febre, fomos outra vez para o MacDonald's. Estavam quase a fechar, mas ainda entrámos. Também era o que faltava! Depois de comer, fomos para o hotel, para tomar banho frio e dormir.

O início da viagem de regresso | 16 de Agosto de 1991 - 19º dia de actividade

 A viagem de autocarro teve duas paragens. Até à primeira, que ocorreu por volta das 2h, fomos todos a dormir. Alguns embalados pela música nos ouvidos e os outros embalados pela constante conversa entre o motorista e o guia. Mais uma vez, a estrada parecia ser só nossa. O autocarro seguia pelas duas faixas de rodagem, ora na sua, ora fora dela, sempre atrás de um carro de polícia. Depois da primeira paragem, alguns de nós seguimos nos lugares da frente para ver melhor a estrada. O autocarro ia por vezes a mais de 100 à hora e não era nenhum disparate apertarmos os cintos disponíveis (uma novidade naquela altura).

A terceira etapa da viagem levou uma hora até Seul e mais 45 minutos para o aeroporto. Nesta parte dormimos bastante, mas quando chegámos a Seus íamos mais acordados. Eram 5h e picos e já havia luz do dia, mas bastante neblina. Estranhámos haver muitas pessoas a "piquenicar" àquela hora.

Quando chegámos ao aeroporto, tirámos as mochilas e fomos lá para dentro, abancar nos primeiros bancos que nos apareceram à frente, para dormir ou, pelo menos, instalarmo-nos. Dir-se-ia que o aeroporto estava "fechado". As luzes estavam apagadas e o ar condicionado desligado.

O voo era só às 14h40 e como chegámos ao aeroporto ainda não eram 6h, tivemos de esperar - e muito. Durante a espera, além de dormir, tomámos o pequeno-almoço, trocámos dinheiro e falámos com os escoteiros brasileiros, que tinham vindo na mesma "leva" de autocarros que nós. Mas eles tinham de esperar até às 17h! Por volta das 9h chegaram mais autocarros e entre os escoteiros que vinham neles, vinham os nossos inseparáveis FaroeIslandeses, com quem já tínhamos estabelecido amizade. Assim passámos a manhã, num "palavra puxa palavra", num puxar também de caneta e papel para escrever moradas e deixar saudades.

Duas horas antes do voo, tínhamos de começar o "check in" às mochilas. Então, lá fomos, pelas 11.45h, para a fila, que não estava muito grande. As mochilas lá foram e deram-nos os bilhetes. Subimos para o piso de cima, onde esperaríamos pela nossa chamada para a revista aos passaportes e posterior entrada no avião. Seguiram-nos os FaroeIslandeses a alguns Brasileiros para se despedirem. No ecrã eletrónico apareceu "Lisbon" e o número do voo (com escala em Moscovo) e lá fomos nós, deixando alguma emoção para trás.

A fila para os passaportes era muito maior do que a anterior e mais demorada. De qualquer maneira, pudemos rever a eficiência com que os funcionários trabalhavam, uma disciplina talvez cultural. Seguidamente fomos para a sala onde esperaríamos pelo avião. Entretanto, chegaram os escoteiros mexicanos, que iam connosco no voo para Moscovo.

O voo era às 14.40h e o avião só apareceu às 14.35h. Dirigimo-nos à manga de acesso onde nos picaram os bilhetes e entrámos no avião. Até que todos se sentassem e o avião chegasse à pista demorámos quase uma hora. O resultado deste atraso foi que apenas descolássemos pelas 15.30h, hora de Seul. E foi o adeus à Coreia do Sul. Good bye, land of the morning calm.

Agora, ainda em território coreano mas já num avião russo, cheirava a Aeroflot e a Moscovo, um cheiro que nos ficou na memória, desde a última vez. Ao contrário do que esperávamos - e ambicionávamos também - não nos deram almoço. Só às 19h da Coreia é que comemos. Percebemos então que as refeições eram conforme o horário russo - é que eram 13h em Moscovo. O almoço foi parecido com as outras refeições de avião: a parte fria eram duas fatiazinhas de salmão fumado, uma folha de alface, um pouco de tomate, uma azeitona e um pouco de limão. A comida quente foi peixe e arroz. De resto, não diferiu muito, apenas que desta vez não havia palito e o pão foi a dobrar. Depois do almoço cantámos um bocado (deve ter sido efeito do café). Entretanto, havia uma mexicana que estava apaixonada pelo Ricardo e estava sempre a olhar para ele. 

Depois de cantarmos, dormimos até ao jantar. O jantar só diferiu do almoço pela comida quente, que foi carne, massa e ervilhas. A seguir ao jantar, a rapariga mexicana que fazia olhinhos ao Ricardo escreveu-lhe num guardanapo "I love you very much Ricardo" e mandou uma amiga dela entregar-lhe. Ele já suspeitava, mas não lhe deu troco. Continuámos a viagem, dormindo e cantando. Chegámos a Mockba às 21h15. Para evitar a confusão do costume, decidimos esperar que toda a gente saísse, e saímos no fim.

Tal como da outra vez, tivemos de preencher uma declaração dos nossos bens. De seguida, fomos buscar as mochilas ao tapete rolante. O tapete parou três vezes e as nossas mochilas nunca mais chegavam. Já pensávamos que as tínhamos perdido, o que soubemos que era bastante comum naquele aeroporto.

Depois de finalmente chegarem as nossas "mimis", fomos confirmar se o autocarro nos vinha buscar, mesmo com atraso. No mesmo local, entregaram-nos um envelope que nos vinha dirigido e redigido pelo Embaixador de Portugal na Rússia. O seu bilhete dava-nos as boas vindas e a esperança de que tudo corresse bem, com o seu número de telefone se fosse preciso.

Fomos então para o autocarro já que nos esperava. Rapidamente, colocámos as mochilas na bagageira e instalámo-nos para a viagem até ao hotel. Desta vez, pelo caminho fora, havia muito menos polícia do que da outra vez. Também não é todos os dias que lá vai o secretário geral dos Estados Unidos.

O autocarro parou à frente do hotel, que era o mesmo da outra vez. A rececionista fez o seu trabalho e deu-nos os cartões com os números dos quartos. Ficámos no 4º andar, tal como da outra vez, mas desta vez mais perto uns dos outros. Mais tarde soubemos que tinha havido um problema ali uma semana antes e que só haveria água quente dali a 5 dias. Como íamos ficar 3 noites, ficámos sem água quente.

Antes de nos separarmos para os diferentes quartos, combinámos estar prontos para sair às 10h do dia seguinte. E não tomaríamos o pequeno-almoço porque estávamos com muito sono, combinando comer só depois de sair.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

Arrumar e festejar | Dia 15 de Agosto - 18º dia de atividade

 Era inacreditável. Como - infelizmente - o tempo passara tão depressa. Por mais bem que cada um de nós tivesse aproveitado cada momento da atividade, sentíamos que tinha passado tudo muito depressa e agora... estava a chegar ao fim. Este dia amanheceu ainda com mais Sol e com o calor a aumentar minuto após minuto. Mas, mesmo com o calor e com o Sol, a falta de horas de sono já pesavam e, a muito custo, lá nos levantámos, sendo o Jaime e o Ricardo os mais madrugadores do dia.

Pelo atraso que o sono e a moleza no banho trouxeram, só começámos a tomar o pequeno-almoço às 7.50h. Desta vez, ainda mais comida do que o costume. Em vez de ovos, veio macarrão, ficámos logo cheios. E mesmo assim, sobrou, porque gostamos de variedade e quisemos comer os corn-flakes, a fruta e os croissants. 

Às 8.30h, foi o hastear das bandeiras e respetivos hinos. Desta vez, os outros dois contingentes, que nem sempre se apresentavam fardados, estavam bem fardadinhos. Como nós, claro.

Entretanto chegou o Tó. Depois da cerimónia, fomos tirar fotografias em frente ao mastro, os três contingentes juntos. O Tó foi quem tirou todas as fotografias e estava com mais de 15 máquinas ao pescoço, braços e mãos. Para facilitar as manobras fotográficas, pousou-as todas num saco-cama e foi tirando as fotografias conforme as preferências dos donos das máquinas.

A seguir fomos para o pórtico do sub-campo tirar mais fotografias. Todos juntos, de contingentes separados, AEPs, CNEs, e todos juntos outra vez.

Depois voltámos ao nosso campo e começámos a arrumar as mochilas. O Jaime, entretanto, foi saber quando é que se recebiam as especialidades do Jamboree. O Cabrita e o Zé Inácio foram dar uma volta. O Jaime, a Rita, o Ricardo e o Bruno ficaram a preparar as lembranças de Sintra para os vários países de todo o sub-campo. Depois da preparação, a distribuição. E assim completámos a manhã.

O almoço foi hamburgers.

Depois de comermos, continuámos nas arrumações. Às 18h tínhamos de ter tudo pronto e havia ainda bastante que fazer. Depois de ter as nossas mochilas mais ou menos arrumadas, desmontámos e arrumámos as tendas, e desmontámos a cozinha. Desmontámos também as cercas do campo e do mastro. Entretanto, a Rita e o Bruno foram despedir-se do Antoine. Quando se levaram os troncos das construções desmanchadas para o pórtico do sub-campo, o Jaime foi buscar os distintivos para o Ricardo, a Rita e o Bruno. 

Depois de tudo feito, fomos tomar banho e arrumar as últimas coisas nas mochilas.

Às 18h em ponto veio a camioneta que nos ia levar as bagagens. As nossas mochilas iam para a tenda do Brasil - ao pé da grande arena - onde depois da cerimónia de encerramento as iríamos buscar.

Despedimo-nos dos nossos companheiros do "troop", trocando moradas, telefones, abraços e beijinhos e fomos para a entrada do sub-campo. Lá, tínhamos de dar o testemunho da nossa saída ao organizador. De seguida, despedimo-nos do Chefe de Sub-campo e partimos. 

A cerimónia de encerramento só começava às 20h, e tínhamos tempo. Portanto, cada um foi despedir-se dos seus amigos e combinámos encontrar-nos na tenda do Brasil às 19.15h. Quando lá estávamos todos, fomos comer ao Restaurante Wendy's que havia lá. O pobre do Bruno (que perdera a carteira na torre de Seul e que tinha agora pouco dinheiro, deixou cair parte da comida quando se dirigia para a mesa com o tabuleiro recheado de hamburgers, batata-frita e coca-cola. Mas acabou por comer decentemente, graças à "piedade" dos outros.

Assim que acabámos de jantar, fomos de imediato e bem depressa para a arena. Chegámos lá, já estava cheia, mas como nós éramos poucos, pusemo-nos lá para o meio sem problemas.

No princípio da cerimónia, houve exibição de alguns países, entre eles, a China, que apresentou a dança do Dragão; o Zimbabwe e o México também apresentaram danças.

Havia um pequeno problema com o som e a imagem dos écrãs de lado do palco, que se resolveu a meio da cerimónia, mais ou menos.

De seguida, fez-se uma contagem decrescente, simbolizando o princípio do fim do Jamboree. Com o ZERO, foi lançado muito fogo de artifício e contou-se a música do Jamboree, acompanhada de aplausos. Posteriormente deu-se a entrada de todas as bandeiras. Para nossa felicidade, a Portugesa estava na fila da frente, bem no meio, ao pé da bandeira coreana. À frente das bandeiras desenvolviam-se danças coreanas de várias escolas do país.

A seguir fez-se silêncio. Falou o chefe dos escoteiros coreano e o Rei da Suécia, que participou no Jamboree. Depois dos discursos, fez-se a entrega da chama do Jamboree aos Holandeses. Atrás dos escoteiros que fizeram a entrega/recepção da chama, estava uma fila de escoteiros holandeses que suportavam um cartão com uma letra. Todos juntos formavam a expressão: "Welcome Holland".

O encerramento continuou. As bandeiras saíram por um corredor que seguia pelo centro do público formado pelos escoteiros ingleses. Surgiram cinco enormes balões  - cada um com várias bandeiras pintadas - simbolizando os cinco continentes, que foram levados até ao palco, onde se encontrava um sexto balão com mais ou menos 3 metros de altura, simbolizando o planeta Terra. Um dos "continentes" não conseguiu chegar ao palco porque furou-se a meio do caminho. De qualquer maneira, já no palco, os outros "continentes" foram presos à Terra e lançados ao ar. Depois do lançamento, houve muito fogo de artifício. Fogo de artifício, assim, provavelmente nunca mais iríamos ver. Foi um autêntico espetáculo de luz. Segundo o Bruno, "punham os Jogos Olímpicos a um canto", daí que se pode imaginar a singularidade da situação.

Quando percebemos que a festa tinha acabado, cada país agitava a sua bandeira o melhor possível. Nós fizemos uma pirâmide humana com o Bruno e a Rita em cima a segurarem a bandeira. Mas, como todas as pirâmides humanas acabam por cair, nós não fugimos à regra e caímos também. 

Entretanto, chegaram os nossos colegas Faroe Islandeses e depois chegou o nosso amigo belga, que quis segurar na bandeira, e o francês, que vinha despedir-se de nós. Mas depois vieram todos para o palco. Havia muita música do conhecimento geral de todos. O Jaime e o Bruno, que estiveram às cavalitas do Cabrita, aleijaram-se um tanto ou quanto com os saltos que este dava. Estavam ali escoteiros alemães, coreanos, etc. As despedidas eram sucessivas e pareciam não acabar. A festa era de alegria e ficava a promessa do reencontro na Holanda - nem que fosse em espírito, caso as possibilidades económicas escasseassem. 

De repente, vinda não se sabe bem de onde, surgiu uma enorme cana, que era passada de escoteiros para escoteiros. Pegámos nela e prendemo-la ao nosso mastro de forma a ficar a bandeira mais alta. De seguida, o Bruno subiu ao mastro. A "população" parava para ver e ele ia subindo, subindo, até que caiu, segurando o mastro. Graças ao facto de estarmos todos a ver, só um escoteiro menos atento sentido a cana na cara, mas felizmente não fez nenhum ferimento grave, só de raspão.

Entretanto, a música parou, as pessoas foram-se despedindo e saindo da arena aos poucos. Depois, fomos para a tenda do Brasil esperar pelo autocarro que nos ia levar ao aeroporto. A Rita, que desaparecera, apareceu e depois ainda se foi despedir dos escoteiros de Faroe Island e desapareceu outra vez. 

À meia-noite, o autocarro surgiu, mas o mesmo não aconteceu com a Rita. Ainda que estivesse ao lado de uma das tendas ao pé da do Brasil, não viu o grupo passar para o autocarro. Às 00.20h, o Zé Inácio lá a encontrou e foram todos para o autocarro. Aquando da espera pela Rita, o motorista irritou.se "um bocadinho". Assim, o autocarro só partiu às 00.30h. A hora prevista para chegarmos ao aeroporto era às 6h.

Challenge Valley - second round | Dia 14 de Agosto - 17º dia de atividade

 ...E parecia que o clima queria manter-se bom. Com alguma humidade durante a noite, acordámos de novo com um grande sol e as nuvens a escassearem nas montanhas.

E as seis horas como hora de alvorada tinham mesmo vindo para ficar até ao fim. E o "tem de ser" hoje foi para o Zé Inácio e para a Rita.

Depois do banho, o pequeno-almoço, desta vez sem panquecas, mas com croissants. A seguir, como sempre, hasteámos a bandeira.

Para o almoço, as típicas sandes de fiambre e queijo, com muito pepino, tomate, cenoura, Ketchup, maionaise e mostarda, acompanhado de coca-cola. Mas a Rita, o Bruno e o Ricardo, que tinham sido convidados para um almoço por um francês, no mesmo sub-campo a que pertencíamos, o Antoine. E lá foram. Não puderam ficar muito tempo porque tinham combinado às 14h, todos juntos. Mas depois de alguma conversa, deram-lhes porta-chaves e autocolantes. Nós prometemos voltar para dar lembranças de Sintra.

Já todos juntos, fomos todos para o Challenge Valley. O Zé Inácio foi, mas não fez, para poder tirar fotografias durante o trajeto da equipa portuguesa. Como não estávamos na expetativa do que iria ser a atividade pois já a fizéramos, tirando o Bruno, para quem foi a primeira vez, ultrapassámos os obstáculos com mais facilidade. Depois do duche no fim desta atividade, o Bruno ainda foi fazer balão! E o Zé Inácio?

O jantar, mais uma vez, foi com toda a "troop", feito na mesma cozinha que no dia anterior. Hoje tínhamos para o jantar salada de frutas, que incluía, além da frua, alface e iogurte de morango, carne guisada e jardineira. Os marroquinos ofereceram a todos frutos do mar, pequenas gambas e bolos típicos de Marrocos. Com o jantar já feito, fomos arrear as bandeiras. Ficámos indignados com a falta de respeito da parte dos escoteiros de Faroe Island, pois enquanto arreávamos a bandeira e cantávamos o Hino, permaneceram sentados à mesa e a comer. Só a escoteira que arriou a bandeira é que lá estava. Além disso, a distribuição da comida acabou por ser desproporcional, pois eles tiraram à vontade, e sobrou menos para nós e para os marroquinos. Mas pronto, tudo bem. Também não íamos discutir no último dia do Jamboree.

A seguir ao jantar, juntaram-se a nós alguns escoteiros de outros contingentes e foi feita uma pequena festa marroquina. Cantámos, bebemos sumo de laranja e comemos mais bolos marroquinos. O Jaime, o Zé e o Cabrita foram dar uma volta aos sub-campos. Deitámo-nos todos por volta das 23h.   

O sol veio para ficar | Dia 13 de Agosto - 16º dia de atividade

Mais uma vez, e felizmente, o dia amanhecera com sol. Apesar disso, custava a sair do saco-cama àquela hora. Desta vez, foram o Bruno e o Bispo a levantarem-se às 6h.

O pequeno-almoço vinha reforçado, tinha de se fazer uns bolos. Graças aos dotes artísticos e experiência do Bispo, o bolo ficou ótimo. E enchia... Eram uma espécie de panquecas, mas muito grande, muito grossa e ligeiramente doce. Pusemos manteiga por cima e pronto. Deve dizer-se que a primeira e a segunda ainda estavam na fase de experimentação, daí que se queimavam ou partiam um bocadinho, mas a terceira estava maravilhosa. Para além destas panquecas gigantes, havia o costume do pequeno-almoço. Depois de muito bem pequeno-almoçados, seguimos para as nossas atividades.

O Bruno foi para o Global Development Village. O Jaime, o Cabrita e o Zé Inácio foram para o mergulho. Nesta atividade os escoteiros eram agrupados conforme o nível Faziam equipas de duas pessoas e seguiam os estádios a, b e c no solo e no mar antes do início da atividade. A Rita e o Ricardo foram para a natação. Os chefes de serviço separaram os escoteiros das escoteiras para se vestirem nos respetivos balneários. Depois, exercícios de aquecimento. A atividade consistia em banhos. Havia uma corda a limitar a zona de banhos. O Ricardo e a Rita ficaram em parte desiludidos porque o nome da atividade não coincidia com o que era. Ninguém lhes pediu para nadar ou ensinou ou falou sequer em natação. Podia fazer-se o que se quisesse. Aproveitaram para mostrar dotes debaixo de água, como pinos e cambalhotas. Deu para reparar na nitidez e clareza da água. Mesmo quase sem pé, via-se os dedos dos pés na maior das perfeições. 

No fim quase todos voltaram ao campo para almoçar. E a fome já era grande. Devorámos os hamburgers que tínhamos para o almoço em poucos minutos.

À tarde, a Rita ia ao Global Development Village mas já ia atrasada. Como nesta atividade tinham de entrar todos ao mesmo tempo para fazerem as mesmas coisas, o chefe que estava lá não a deixou entrar. Aconselhou-a a ir a uma exposição que havia ali perto sobre a Coreia do Sul e lá foi. Era uma exposição cujo principal assunto era o desenvolvimento industrial da Coreia e maneiras como se tem desenvolvido. O "produto" do assunto era uma exposição que vai haver em 1993. Havia um televisor onde deu um filme de 30 minutos mostrando as principais indústrias e o rápido desenvolvimento que a Coreia do Sul tem vindo a conseguir. No fundo, a exposição que se realiza daqui a 2 anos é mais um meio publicitário, como os Jogos Olímpicos e o Jamboree, para o país, que tem ambições para o futuro e acredita muito no mercado interno.

Enquanto isso, o Bruno voltou a fazer a atividade de Alpinismo.

Ao fim da tarde, a Rita e o Bruno foram fazer as atividades de sub-campo, que consistiam em ir aos sub-campos e pedir o carimbo de lá para por no passaporte do Jamboree. Para isso, no primeiro sub-campo onde foram tinham de nomear os 20 países diferentes presentes em cada sub-campo. Responderam ao mesmo tempo, o que facilitou bastante. Depois do carimbo, foram visitar a Maria Amélia. Lá, funcionava um pequeno centro de estética. Então, prepararam as cabeças com carradas de gel, ficando com um penteado "fun". Os dotes de cabeleireiro dum francês que lá estava puseram o cabelo da Rita exageradamente volumoso e "algo" despenteado, e ao Bruno despentearam-no na nuca e fez uma grande poupa, com os cabelos da frente. No fim, a Maria Amélia convidou-nos para a festa dos franceses que iria haver à noite na arena pequena ao pé do nosso sub-campo. Naquele estado, mas com direito a uma bisnaga de gel e outras lembranças do contingente francês, seguiram caminho. Noutro sub-campo tinham de ver uma exposição sobre uma ilha da Coreia e responder a duas perguntas sobre ela. Noutro, carimbaram sem pedir nada. 

À hora de jantar, estávamos todos. Mas desta vez o jantar foi diferente. Era jantar para os 3 contingentes: Ilhas Faroe, Portugal e Marrocos. Fez-se o jantar na cozinha dos "dinamarqueses", que eram quem tinha a cozinha maior. Assim, o jantar foi maçarocas de milho assado nas brasas; muita salada; bifanas e arroz branco.

Depois do jantar, a Rita foi para a festa da França e os rapazes foram a uma festa holandesa. Regressámos todos ao campo por volta das 22.30h, para dormirmos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

Challenge Valley, a melhor atividade do Jamboree | Dia 12 de Agosto - 15º dia de atividade

 Hoje, finalmente, o tempo começou a melhorar. Já não chovia e prometia ser um dia bem quente. Os primeiros a verem as montanhas que rodeavam o vale sem nuvens foram o Cabrita e o Nuno, que foram buscar a comida do dia.

Sem chuva, o pequeno-almoço sabia melhor ainda. Hoje havia croissants! Além disso, os cozinheiros mudaram o método de fazer os ovos. Em vez de ovos mexidos simples, fizeram com fiambre cortado aos bocadinhos. A seguir ao pequeno-almoço fardámo-nos para a já habitual cerimónia do hastear da bandeira. Depois deta, partimos para as atividades. Nesta manhã fomos quase todos para o mesmo, o Challenge Valley, só o Bruno foi fazer silkscreening outra vez. O Challenge Valley era um pouco longe e quando lá chegámos ainda tivemos de esperar.

A pista era composta por 18 obstáculos: 

1. subir uma rede de cordas com uns 3 metros; lá em cima passar por uns troncos afastados entre si 30 a 40 cm, e a descida fazia-se por uma escada de corda;

2. andar sobre um grosso tronco redondo que rolava. Se caíssemos, ficávamos todos molhados;

3. idêntico ao anterior, mas com o tronco preso (aqui a Rita malhou, e ficou com um alto na perna tipo para sempre). Ainda fazendo parte do mesmo obstáculo, havia vários troncos presos ao chão, na vertical, uns mais altos do que outros, e tínhamos de andar sobre eles;

4. Trepar a um cabo e lá em cima tocar um sino;

5. Passar várias barreiras que começavam com a altura de 3 troncos e acabavam com a altura de dois metros, mais ou menos;

6. Subir a um cano com mais ou menos 70 cm de diâmetro com a ajuda de uma corda. Para descer, havia uma parede quase perpendicular ao chão, para descer tipo rapel;

7. Escorrega de água (com fila, claro). Não era muito grande mas tinha duas descidas rápidas;

8. Subir por uma escada de metal e a descida era através de uns pneus, acabando na água enlameada, e cair bem dentro de água - enlameada, como toda a água do percurso;

9.  uma rede de cordas na horizontal ao nível quase do chão e tínhamos de passá-la por baixo, sendo que por baixo da rede era água, claro;

10. atravessar um tanquezinho de água com uma corda, tipo Tarzan, por isso a maior parte de nós foi parar ao charco, uma vez que não dominávamos a técnica do Tarzan;

11. Outro escorrega, mas desta vez feito com troncos e uma capa de borracha a proteger - era bastante inclinado. Soube mesmo bem, depois de atingir uma boa velocidade, cair outra vez dentro de água;

12. Atravessar quase 40 metros de tubo de cimento, com água pelo meio, cuja corrente ia aumentando de velocidade. Além de água, havia bocadinhos de esponja espalhados pelo tubo;

13. Dois "V" de troncos, sendo que o segundo "V" era maior do que o primeiro. Depois deste W, uma descida com água no fim;

14. Atravessar um rio por uma ponte de duas cordas, tipo ponte himalaya;

15. Atravessar um caminho de pneus pendurados por cordas, que balanceavam e tornavam mais difícil o percurso;

16. Uma sequência de 8 troncos que tínhamos de alternar, passando por cima de um e por baixo de outro;

17. Uns tubos, alternadamente de cimento e de rede, mas sempre na mesma sequência. A travessia tinha cerca de 50 m ou mais;

18. Uma ponte himalaya que tinha duas partes - a segunda era a subir.

Para chegar ao fim do percurso tínhamos ainda de subir um autêntico lamaçal.

Para melhor "identificação" dos obstáculos, ver as fotografias. Pormenor, o Bruno despachou-se e foi ter connosco.

No fim, havia uns duches para tirar a camada maior de lama, de terra e sujidade. Depois desta aventura fomos até ao rio tomar uma boa banhoca e aproveitar a corrente que seguia pelas pedras abaixo para fazer hidromassagem. Só depois destes momentos mais descontraídos é que fomos tomar banho e almoçar. O almoço foi cachorros quentes e estavam bastante bons.

À tarde, o Bruno partiu para o Rock Climbing. A atividade era composta de 6 etapas que eram ultrapassadas pelos escoteiros conforme as suas capacidades. Antes das provas eram dadas instruções sobre a subida e a descida.

O Cabrita, o Jaime e o Zé Inácio foram tentar, mais uma vez, fazer ultra-leves. Mas depois de uma longa espera na bicha, não conseguiram ir todos, porque só havia um bilhete. Só o Jaime compensou o tempo de espera.

A seguir às atividades e às não atividades, voltámos para o campo. À noite ia haver uma festa de sub-campo onde podíamos participar, fazendo algum "número". Por isso, depois do jantar e do arrear da bandeira, ensaiámos uma pequena dança que os CNEs nos ensinaram. Além disso, ensaiámos o "Rama Ó que linda Rama". Partimos para o espetáculo que era mesmo ali ao pé numa pequena arena. Os outros países que começaram a representar, tinham coisas muito bem ensaiadas, pareciam estar preparados há meses e meses, com lindos fatos, lindas canções, tudo afinadinho. Nós acabámos por não representar o nosso número perante o espetáculo dos demais. Enfim, lá ficámos a ver a exibição dos outros. A dança mais apreciada foi a dança ritmada do grupo Hawaiano. Entretanto apercebemo-nos de um equívoco. Metade da festa estava a realizar-se à entrada do nosso sub-campo. É que só à última hora é que os chefes deram autorização para realizar a festa na arena. Então, metade da festa estava de um lado e a outra metade, noutro. Por isso vimos um bocado em cada lado.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Dia 11 de Agosto de 1991 - 14º dia de atividade

 A chuva continuava e estávamos cheios de sono. Os alarmes dos relógios tocaram pontualmente às 6h, mas, exceptuando o Jaime e o Ricardo, que estavam de serviço, os outros só nos levantámos quase às 7h. Para "meter ordem ao pessoal", o Jaime, seguindo a lista dos sacrificados dia-a-dia, decidiu que ficavam também a fazer as refeições, tem de ter o pequeno almoço pronto às 7.30h, o almoço ao meio-dia e o jantar às 18h. Assim, as coisas ficavam mais disciplinadas.

Ainda que mal dormidos e bem ensonados, fomos para um duche rápido para estarmos prontos para a primeira refeição - sempre de tamanho XL - às 7.30h.

Hoje, o Bruno de manhã foi para o motocross e o Ricardo foi, mais uma vez, acompanhá-lo.

O Cabrita, o Zé e o Jaime, foram fazer balão, o que conseguiram depois de esperarem uma hora e tal. Voaram entre 8 a 10 minutos num balão, recebendo instruções antes da atividade. A altitude atingida não era grande, mas mesmo assim implicou grande coragem, especialmente por parte do Zé Inácio, que tem algumas vertigens. 

A Rita foi para o artesanato e fez um leque.

O almoço, desta vez, foi tipicamente coreano. Arroz com alguns ingredientes que não distinguimos bem que, como toda a comida tradicional coreana tem carradas de picante, mas enfim.

À tarde, a Rita e o Bruno, mais o Nuno, foram fazer uma atividade aquática - speed boating. Foram de camioneta até ao cais. Depois de esperarem por licença para entrarem no barco. Uns atrás dos outros, os barcos partiram. Nas primeiras milhas, já se pensava que o barco continuaria na fraca velocidade e que seguia e que o nome da atividade... era só nome. Mas a certa altura, começou a andar mesmo depressa. Como estava calor e estávamos cansados, às tantas já dormíamos. A velocidade, por muita que fosse, já não dava  entusiasmo devido à monotonia da viagem, e adormecemos. Se não tivéssemos sono, o entusiasmo poderia ter fundamento. Afinal, estar ali era um momento único. A "navegar" no mar do Japão e a perceber o silêncio da história que aquele mar guarda da guerra e tudo o que ali se passara...

Depois os barcos deram meia volta e regressaram ao cais. A viagem de autocarro foi igualmente na sorna, aliás, não éramos só nós, quase todos dormiam no autocarro.

Uma das atividades obrigatórias do Jamboree era o "Global Development Village". Lá, havia quarente e cinco postos diferentes e cada equipa de cerca de 15 escoteiros tinha de percorrer cinco pontos.

As atividades baseavam-se em educação. Um dos seus principais objetivos era perceber as dificuldades que as pessoas com deficiência encontravam na vida, havendo para isso atividades específicas. Além disso, previa-se uma educação à cerca dos perigos que o Planeta Terra vive; adolescência e educação sexual; prevenção de doenças a que atualmente somos sujeitos, etc.

A Rita e o Bruno foram até lá, mesmo sem bilhete. Mas como não tinham outras atividades para a tarde, foram tentar. Podendo ou não, as sessões já tinham acabado. De qualquer maneira, entraram para ver como era. Foram a um café que era o café francês, e estava lá a Maria Amélia. Ofereceu-nos um café e uma bebida fresca. Ali, naquele local, todos os dias havia um tema e, que lá fosse, escrevia sobre ele e pendurava a sua ideia num placard que lá havia. Naquele dia, o tema era o patriotismo e eles lá evocaram as suas ninfas para fazer sair o assunto do espírito para o papel.

A seguir saíram com ela e foram fazer uma visita à tenda do Brasil, mas depois como já era tarde, ela teve de regressar ao seu campo.

Na tenda brasileira, depois de mais café e conversa, convidaram todo o contingente português para, nessa noite, às 18h, irmos a uma festa joanina (de São João, tipo santos, tradicional brasileira).

Na volta para o campo encontrámos os Jaime, o Zé Inácio e o Cabrita, que vinham frustrados do "não disfrute" da tarde deles - de manhã, tinham tentado fazer motocross, mas só deixaram o Cabrita fazer, porque a atividade não era para chefes. Ao princípio da tarde, a única coisa que lhes valeu foi a visita ao campo do contingente brasileiro. Depois foram tentar andar de ultraleve e não conseguiram e a seguir foram tentar Challenge Valley - que é uma pista de obstáculos e estava fechada.

Voltámos todos para baixo. Encontrámos pelo caminho o António, que disse que precisava de dois escoteiros fardados para irem à recepção de Israel. Como o Bruno e a Rita estavam fardados, foram. Havia um "percurso" na recepção. A primeira paragem era do muro das lamentações, e cada escoteiro que passava por ali deixava uma mensagem. Depois era uma banca de comida onde davam um prato típico israelita. Uma espécie de almôndegas, salada e um puré esquisito mas que, misturado com o resto, caía bem. Depois experimentámos o pão que, em vez de feito em formato de bolo, é feito em formato de panquecas. No fim, ficámos a falar com os chefes que por ali passavam. falámos com um chefe alemão e com o secretário do Bureau internacional.

O jantar foi hamburger no pão. Quando arreámos a bandeira e cantámos o hino, muita gente tinha-se juntado no pórtico, de boca aberta a olhar para nós e a ouvir-nos. No fim, bateram palmas. Modéstia à parte, cantávamos o hino muito bem.

Depois da cerimónia fomos à tal festa joanina. No caminho da ida, o Cabrita perdeu a tampa da objetiva da máquina fotográfica. O resto do grupo foi andando enquanto ele procurava a tampa, sem resultado. Ele não sabia o caminho para lá, mas como o resto do grupo calculou, ele lá chegaria pelos seus próprios meios. E assim foi.

A festa começou com uma dança típica brasileira. Havia uma fila de rapazes de um lado e à frente, uma de raparigas. Depois, à voz do "mestre", iam fazendo o que ele dizia. Ora dançavam, ora andavam à roda, ora faziam rodas, ora tornavam às filas. Depois, a música continuou, mas a conversa e os conhecimentos trocados tomaram conta da festa. A acompanhar, pipocas, café brasileiro e quentão. Quentão é uma bebida tipo ponche, mas com o típico saborzinho a Brasil. No fim do convívio, voltámos ao campo para dormirmos. 


Sair de Moscovo no dia do golpe de estado | 19 de Agosto de 1991 - 22º dia de actividade

 A partida do autocarro para o aeroporto era às 6h. Já havia claridade quando nos levantámos, às 4h30, hora do início do golpe de estado. Nã...