Hoje, finalmente, o tempo começou a melhorar. Já não chovia e prometia ser um dia bem quente. Os primeiros a verem as montanhas que rodeavam o vale sem nuvens foram o Cabrita e o Nuno, que foram buscar a comida do dia.
Sem chuva, o pequeno-almoço sabia melhor ainda. Hoje havia croissants! Além disso, os cozinheiros mudaram o método de fazer os ovos. Em vez de ovos mexidos simples, fizeram com fiambre cortado aos bocadinhos. A seguir ao pequeno-almoço fardámo-nos para a já habitual cerimónia do hastear da bandeira. Depois deta, partimos para as atividades. Nesta manhã fomos quase todos para o mesmo, o Challenge Valley, só o Bruno foi fazer silkscreening outra vez. O Challenge Valley era um pouco longe e quando lá chegámos ainda tivemos de esperar.
A pista era composta por 18 obstáculos:
1. subir uma rede de cordas com uns 3 metros; lá em cima passar por uns troncos afastados entre si 30 a 40 cm, e a descida fazia-se por uma escada de corda;
2. andar sobre um grosso tronco redondo que rolava. Se caíssemos, ficávamos todos molhados;
3. idêntico ao anterior, mas com o tronco preso (aqui a Rita malhou, e ficou com um alto na perna tipo para sempre). Ainda fazendo parte do mesmo obstáculo, havia vários troncos presos ao chão, na vertical, uns mais altos do que outros, e tínhamos de andar sobre eles;
4. Trepar a um cabo e lá em cima tocar um sino;
5. Passar várias barreiras que começavam com a altura de 3 troncos e acabavam com a altura de dois metros, mais ou menos;
6. Subir a um cano com mais ou menos 70 cm de diâmetro com a ajuda de uma corda. Para descer, havia uma parede quase perpendicular ao chão, para descer tipo rapel;
7. Escorrega de água (com fila, claro). Não era muito grande mas tinha duas descidas rápidas;
8. Subir por uma escada de metal e a descida era através de uns pneus, acabando na água enlameada, e cair bem dentro de água - enlameada, como toda a água do percurso;
9. uma rede de cordas na horizontal ao nível quase do chão e tínhamos de passá-la por baixo, sendo que por baixo da rede era água, claro;
10. atravessar um tanquezinho de água com uma corda, tipo Tarzan, por isso a maior parte de nós foi parar ao charco, uma vez que não dominávamos a técnica do Tarzan;
11. Outro escorrega, mas desta vez feito com troncos e uma capa de borracha a proteger - era bastante inclinado. Soube mesmo bem, depois de atingir uma boa velocidade, cair outra vez dentro de água;
12. Atravessar quase 40 metros de tubo de cimento, com água pelo meio, cuja corrente ia aumentando de velocidade. Além de água, havia bocadinhos de esponja espalhados pelo tubo;
13. Dois "V" de troncos, sendo que o segundo "V" era maior do que o primeiro. Depois deste W, uma descida com água no fim;
14. Atravessar um rio por uma ponte de duas cordas, tipo ponte himalaya;
15. Atravessar um caminho de pneus pendurados por cordas, que balanceavam e tornavam mais difícil o percurso;
16. Uma sequência de 8 troncos que tínhamos de alternar, passando por cima de um e por baixo de outro;
17. Uns tubos, alternadamente de cimento e de rede, mas sempre na mesma sequência. A travessia tinha cerca de 50 m ou mais;
18. Uma ponte himalaya que tinha duas partes - a segunda era a subir.
Para chegar ao fim do percurso tínhamos ainda de subir um autêntico lamaçal.
Para melhor "identificação" dos obstáculos, ver as fotografias. Pormenor, o Bruno despachou-se e foi ter connosco.
No fim, havia uns duches para tirar a camada maior de lama, de terra e sujidade. Depois desta aventura fomos até ao rio tomar uma boa banhoca e aproveitar a corrente que seguia pelas pedras abaixo para fazer hidromassagem. Só depois destes momentos mais descontraídos é que fomos tomar banho e almoçar. O almoço foi cachorros quentes e estavam bastante bons.
À tarde, o Bruno partiu para o Rock Climbing. A atividade era composta de 6 etapas que eram ultrapassadas pelos escoteiros conforme as suas capacidades. Antes das provas eram dadas instruções sobre a subida e a descida.
O Cabrita, o Jaime e o Zé Inácio foram tentar, mais uma vez, fazer ultra-leves. Mas depois de uma longa espera na bicha, não conseguiram ir todos, porque só havia um bilhete. Só o Jaime compensou o tempo de espera.
A seguir às atividades e às não atividades, voltámos para o campo. À noite ia haver uma festa de sub-campo onde podíamos participar, fazendo algum "número". Por isso, depois do jantar e do arrear da bandeira, ensaiámos uma pequena dança que os CNEs nos ensinaram. Além disso, ensaiámos o "Rama Ó que linda Rama". Partimos para o espetáculo que era mesmo ali ao pé numa pequena arena. Os outros países que começaram a representar, tinham coisas muito bem ensaiadas, pareciam estar preparados há meses e meses, com lindos fatos, lindas canções, tudo afinadinho. Nós acabámos por não representar o nosso número perante o espetáculo dos demais. Enfim, lá ficámos a ver a exibição dos outros. A dança mais apreciada foi a dança ritmada do grupo Hawaiano. Entretanto apercebemo-nos de um equívoco. Metade da festa estava a realizar-se à entrada do nosso sub-campo. É que só à última hora é que os chefes deram autorização para realizar a festa na arena. Então, metade da festa estava de um lado e a outra metade, noutro. Por isso vimos um bocado em cada lado.