Chiça, nunca mais começa o acampamento! No dia anterior combináramos acordar Às 7.30h mas só acordámos às 8h e ainda tínhamos muito sono.
Depois do banho, comemos corn-flakes e preparámos umas lembranças de Sintra para dar na Embaixada, enquanto fazíamos o "programa das festas", do dia. Decidimos ir de manhã ao Complexo Olímpico, almoçar lá, depois ir à Embaixada e por fim fazer as últimas compras, pois seria o último dia em Seul.
Mais uma aventura de transportes para chegar ao complexo olímpico, e uma caminhada final. Passámos por uma mercearia onde comprámos o piquenique do dia. Embora com fome, ficámos entusiasmados para procurar a bandeira portuguesa entre 165 e para ver a chama olímpica.
Depois do almoço, começou a chover. Corremos para uns bancos que tinham um tejadilho. Ficámos ali quase meia hora à espera que a chuva parasse. Quando parou, fomos finalmente visitar o parque, começando por um museu, o "museu do ar". Tinha umas esculturas feitas por amadores. As obras tentavam dar um significado subjetivo ao corpo do homem e sua utilização. Pelo parque fora também havia esculturas espalhadas pelos relvados.
A certa altura avistámos um complexo de estádios e quase corremos para lá. O primeiro era o velódromo. Vimos lá alguns ciclistas de cross amadores às voltas. O segundo, onde só havia meia dúzia de pessoas nas bancadas, era o de Haltereofilia. Havia mais dois, fechados, que deviam ser de ginástica. O último que vimos foi o de natação e adorámos. Era o maior, com uma piscina de 50m e uma para os saltos. Estava muita gente a fazer natação. Havia lugares para milhares e milhares de espetadores. Mas não tínhamos todo o tempo do mundo. Tínhamos de ir à Embaixada e às compras. Demorámos a encontrar a saída do parque gigante.
Ao trocar de metro, perdemos o Bruno de vista. Como ele no outro ia a dormir, pensámos que ainda lá estivesse. Então, estávamos a programar quem iria descer na próxima estação e regressar para o ir buscar, quando ele aparece na outra carruagem.
Durante a viagem esteve sempre a chover, e lembrámo-nos da roupa que deixáramos a "secar" no campo.
Deixámos as "little souvenirs" na Embaixada, assim como as nossas moradas, e despedimo-nos. Ficaram contentes com as lembranças e mostraram-se tristes com a despedida, a Mónica até se comoveu.
Depois fomos comprar souvenirs de Seul para levar para Lisboa, no mercado. Para chegar ao mercado, foi mais difícil. Apesar de estarmos em Seul há quase uma semana, ainda não éramos azes da orientação, mas para lá caminhávamos. Após alguma discussão, uma senhora meteu conversa connosco e ajudou-nos a encontrar o caminho certo.
Já no mercado, o Bruno, que antes de "pobre" queria comprar um relógio à prova de água, um "Rolex Polaris", tendo um fundo de maneio, quis usá-lo para comprar o relógio. Depois de muito regatear, lá conseguiu comprar um.
O Zé Inácio andou muito tempo de roda das máscaras tradicionais. Quando estava prestes a desistir por não conseguir o preço que queria [esta parte do relatório está uma confusão, não percebo].
Para variar, fomos jantar ao Hardee's. Seguimos para o campo no autocarro 158 que é o que vai sempre mais depressa, mas também mais cheio. Foi a última vez que fizemos aqueles 2km. O Zé Inácio estava aflito das virilhas e tinha de andar com as pernas ligeiramente afastadas. Felizmente conseguimos boleia de dois carros, quase seguidos.
Quando chegámos vimos um grupo enorme de pessoas a cantarem e a fazerem uma grande festa. Depressa soubemos que eram miúdos de uma colónia religiosa que também estava ali instalada.
Foi a última noite no campo de formação de escoteiros da Coreia do Sul.